quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Para minha mãe




Eu a vejo em todos os lugares.
Amor.

2 comentários:

  1. Filha amada,
    Eu também "sou todo o tempo de te amar". Agradeço as belas e delicadas imagens com a singela poesia de Jacinto Corrêa.

    "Nas horas vagas de não te amar
    as crianças viram sisudos adultos
    as flores, tímidas, se escondem nos caules
    o sinal se distrai no vermelho
    a mãe esquece o ferro na roupa da filha
    o relógio capenga uma hora
    os quadros, tristes de dar dó, não querem ser vistos
    o porteiro não responde ao bom-dia
    a calçada afunda os pés
    a ferida mantém-se dor
    a nuvem não passa e chove a mesma lamentação
    o sol perde o bonde de vir
    ai que o dia custa a passar.
    Pelo bem-estar do mundo
    não pelo meu
    sou todo o tempo de te amar"

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