terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A vida é um sopro



Depois que assisti o documentário com o título deste post, resolvi fazer um quadrinho em homenagem ao arquiteto com a mão mais desembaraçada desse Brasil.

“Enquanto satisfaz apenas às exigências técnicas e funcionais – não é ainda arquitetura; quando se perde em intenções meramente decorativas – tudo não passa de cenografia; mas quando – popular ou erudita – aquele que a ideou, pára, hesita ante a simples escolha de um espaçamento em pilares, ou da relação entre altura e largura, entre cheios e vazios, na fixação dos volumes e subordinação deles a uma lei, e se demora atento ao jogo dos materiais e seu valor expressivo, - quando tudo isso se vai pouco a pouco somando, obedecendo aos mais severos preceitos técnicos e funcionais, mas, também, àquela intenção superior que seleciona, coordena e orienta em determinado sentido toda essa massa confusa e contraditória de pormenores, transmitindo assim ao conjunto, ritmo, expressão, unidade e clareza – o que confere à obra o seu caráter de permanência: isto sim, é arquitetura.” Ver em Lucio Costa: Sobre Arquitetura o artigo Considerações sobre a arte contemporânea (1952), p. 225.

Trailer em http://www.youtube.com/watch?v=3LdoT-XDnLk

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